Rondon, o cientista

Nessa trajetória, destaca-se o Rondon cientista, geógrafo e etnógrafo, que viajou o equivalente a duas voltas ao redor da Terra. As expedições também contribuíram para o desenvolvimento da ciência por sua magnífica equipe realizadora de trabalhos publicados em linhas de pesquisas abertas, com influências até em uma futura estratégia de biotecnologia. Em 1916, o Museu Nacional promove uma série de conferências em homenagem a Rondon, a cargo de Roquette-Pinto (antropólogo e etnólogo), de A. J. Sampaio (botânico) e do Prof. Alípio Miranda Ribeiro (da Comissão Rondon e do Museu Nacional). Eles testemunham a gratidão àquele que mais contribuiu para o enriquecimento das coleções de Botânica, Zoologia, Etnografia e Mineralogia do Museu em mais de um século de existência.

Em 1955, Rondon conclui a publicação de sua obra Índios do Brasil em três tomos, fartamente ilustrada, e recebe o título de doutor honoris causa da Universidade do Brasil. Também é reconhecido como o geógrafo que mais contribuiu para que o próprio Brasil fosse revelado ao Brasil.