A luta para botar o Brasil
na linha

Em 1907, Rondon assume a chefia da Comissão Construtora de Linhas Telegráficas de Mato Grosso ao Amazonas (mais tarde conhecida apenas como Comissão Rondon), que deveria ligar o Território do Acre ao circuito telegráfico nacional. Destina o 5.° Batalhão de Engenharia a servir como núcleo principal da Comissão para serviços de construção, transporte e vigilância. Inicia as grandes expedições através das regiões descobertas do noroeste brasileiro, de Cuiabá ao rio Juruena (1907), daí ao Gy-Paraná (1908) e, por fim, a Santo Antônio do Madeira (1909), revelando ao País uma região de 500 mil quilômetros quadrados.

Rondon com oficiais e trabalhadores | Luiz Leduc/Museu do índio/Funai
Rondon com oficiais e trabalhadores  |  Luiz Leduc/Museu do índio/Funai
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A Comissão instala 2.270 quilômetros de linhas e inaugura 32 estações num trabalho árduo. As ações necessitavam de luta também na frente urbana. Diversas campanhas contrárias à Comissão diminuíam o valor do seu trabalho, considerando a expedição como apenas telegráfica, quando, para seus idealizadores e para os interesses de governo, estava em jogo a própria soberania nacional, ameaçada pela vulnerabilidade das fronteiras e pelo abandono das populações locais sem ligação produtiva com o Estado central.

Estação telegráfica Juruena | José Louro/Museu do índio/Funai
Estação telegráfica Juruena  |  José Louro/Museu do índio/Funai
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