Rondon e suas Missões

Os 1.746 quilômetros de linhas telegráficas construídas por Rondon foram uma verdadeira epopeia no desconhecido, marcada por fios, marcas, bandeiras e povos indígenas.

Quando ainda alferes-aluno (em dezembro de 1889), Rondon integra a Comissão Construtora das Linhas Telegráficas de Cuiabá a Registro, no Araguaia. É o início de uma trilha que mudaria radicalmente a sua vida. Ali, sob o comando do mestre de “mato” Gomes Carneiro, Rondon recebe as primeiras noções de respeito aos povos indígenas.

Rondon na colônia sangradouro | Museu do índio/Funai
Rondon na colônia sangradouro  |  Museu do índio/Funai
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Dos 583 quilômetros de linha sobre a estrada de Anhanguera, aberta por bandeirantes, 400 quilômetros eram habitados pelos índios Bororo. É aí que cresce o seu comprometimento com as tarefas estratégicas (para uso militar), desenvolvimentistas (com a exploração de novas regiões integradas e produtivas), científicas (por meio da catalogação de espécies e mapas) e humanitárias (visando à proteção de povos indígenas ameaçados por ataques da cobiça invasora, movida pelo lucro e pela busca de matérias-primas).

Rondon com índios Bororo | Heinz Forthmann/Museu do índio/Funai
Rondon com índios Bororo  |  Heinz Forthmann/Museu do índio/Funai
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