Amor por princípio

O catecismo positivista de Comte tem influência na elite militar da época e se apresenta, naquele momento, como bandeira predominante nessa quase idolatria da razão, sob o risco da imposição autoritária de seus princípios.

O lema principal do movimento positivista – “o amor por princípio, a ordem por base e o progresso por fim” – é refletido nos dizeres da própria Bandeira Nacional. No entanto, por pressão dos mais racionais, a expressão “o amor por princípio” é retirada, talvez por acharem piegas a citação.

A ortodoxia positivista guia as iniciativas rondonianas. O ideal da “humanidade única”, no entanto, reforça parcialmente a sua visão do outro. Isso se reflete na sua percepção dos povos indígenas como seres iguais, mas em processo de crescimento e evolução sujeito a choques, contatos, assimilações e recusas. Dessa forma, respeitados os meios, o ambiente e o modo de viver dos índios, o risco reside em uma integração que exagere na assimilação e provoque a perda de identidade desses povos. O evoluir, portanto, não significaria deixar de ser o que se é para terminar não sendo nada ou, em outras palavras, acabar dizimado, sem terras, bens, serviços, ritos ou cultura.

Protótipo da Bandeira Nacional | Acervo Igreja Positivista do Brasil
Protótipo da Bandeira Nacional  |  Acervo Igreja Positivista do Brasil
Zoom