Construção do caráter

Sob disciplina férrea, fundada basicamente na vontade, percebe-se, em diversos episódios, a tenaz conduta de Rondon na superação de dificuldades e sua extrema dedicação aos estudos.

Aos 16 anos, Rondon alista-se no Exército e é transferido para o Rio de Janeiro. Dirige-se decidido ao tio: “Não peço recursos, mas o seu consentimento”. “Sabes lá o que é ser soldado?”, tem como resposta (VIVEIROS, 1969). Este, então, o seu primeiro ato de coragem: vai para o Exército.

Seus primeiros anos na Escola Militar da Praia Vermelha (1884) destacam-se pela extraordinária dedicação aos estudos, sob severas dificuldades econômicas, o que tempera seu caráter e espírito de luta. Ainda em Esther Viveiros, sua biógrafa, temos um Rondon sério que confessava não “suportar a linguagem descabelada” dos outros cadetes. No máximo, se dava a “uns poucos momentos de cavaco” (rodas de música). Matricula-se no curso superior da Escola Militar, cursando o primeiro ano de Infantaria e Cavalaria.