Família, a base e a inspiração

No Rio de Janeiro, o abrigo generoso e as relações de carinho da família Xavier exercem um impacto positivo de gratidão e afeto na vida de Rondon. O jovem romântico e obstinado se encanta com os momentos vividos na casa da sua futura esposa: Francisca Xavier. Casa-se, em 1892, no Catolicismo e, em 1903, no Positivismo. É ela quem o aprimora e o incentiva no senso de dever, resignação e comprometido sacrifício. Dona Chiquita (como era conhecida carinhosamente) chega a aprender a comunicação em Morse para atenuar as longas ausências de Rondon em correspondência diária entre os sertões e o litoral: “Era ela a fonte onde eu ia buscar energias para suportar minhas rudes tarefas”, escreveu Rondon.

Rondon, esposa e filhos | Acervo Maria Beatriz Rondon Amarante
Rondon, esposa e filhos  |  Acervo Maria Beatriz Rondon Amarante

Em um telegrama de aniversário, em 1906, ele cita a sua gratidão por ela ao reconhecer sua dedicação “à felicidade do humilde órfão matogrossense”. No início, o mesmo telegrama diz: “Da solidão em que me encontro – longe de ti estou sempre só”. Dona Francisca falece em 1949, fato que tem forte repercussão na vida de Rondon.

Francisca Xavier, esposa de Rondon | Museu do índio/Funai
Francisca Xavier, esposa de Rondon  |  Museu do índio/Funai