Praia Vermelha - vida militar

Nos primeiros anos de Praia Vermelha, Rondon adoece por viver sob austera privação. Alimentava-se de pão com feijão feito “num frege moscas” e caminhava quilômetros de São Cristóvão, onde ficava sua pensão, até a Praia Vermelha, Zona Sul do Rio. Estenografava as aulas, pois não podia comprar livros. Usava colarinho de celuloide para disfarçar a falta da camisa e evitar lavagem. Emocionava-se com facilidade e chegava a desmaiar nas provas (VIVEIROS, 1969).

Trouxe do Pantanal o rigor do despertar com o dia, às quatro da matina. Era um matuto. O termo, sem ser pejorativo, é a designação para o ser matutino – o que nasce com as manhãs. Mesmo ao tomar um simples banho na bica de Zé Justino (porteiro da Escola), Rondon mantinha o lirismo ao perceber na água o “perfume das folhas que veio beijando pelo caminho” (VIVEIROS, 1969).

O jovem Rondon | Museu do índio/Funai
O jovem Rondon  |  Museu do índio/Funai